A criação de uma identidade pelo usuário pode acontecer de diferentes formas. O usuário pode incorporar em seu perfil online as características que ele gostaria de ter e como gostaria de ser conhecido. Entretanto, as
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funcionam como o modelo midiático dos 15 minutos de fama, ou seja, sabemos que estamos sendo monitorados e que tudo o que dissermos poderá ser usado contra nós (não necessariamente em um tribunal). A identidade, então, apresenta-se como um falso espelho, pois acreditamos que nosso perfil é o nosso
Eu Real, mas esse perfil estará sempre sujeito a nossa autocrítica de apresentação ao mundo.
É nesse ponto da [Ir]Realidade do nosso perfil online que surgem questões fundamentais para entender o simulacro que envolve as
Redes Sociais. Em primeiro lugar, quando nosso perfil online passa a demonstrar quem desejamos ser ou pelo que desejamos ser conhecidos, nosso Eu offline passa mais tempo tentando validar essa persona e até mesmo a coloca como objetivo (ou seja, simulamos nossa própria criação). Em segundo lugar, a própria
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tenta categorizar nossas identidades. Isso acontece porque todos que vêem meu perfil entendem que escrevo para que eles vejam, com isso o círculo vicioso de identidade planejada e audiência onisciente cria a distinção entre quem sou Online e Offline.
A identidade online se torna ainda mais interessante quando estudamos sua correlação com outras identidades: Para que exista a interação nas Rede Sociais é necessário que os dois perfis não estejam em interação (ao vivo).
Por fim, a [Ir]Realidade das Redes Sociais, conhecida pelo usuário e sua identidade, funciona como máscara para a [Ir]Realidade do social offline que também enfrenta os mesmos desafios de seu espelho.
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