Após o New York Times, estabelecer uma política para seus jornalistas participarem das Mídias Sociais com as seguintes restrinções.
“Não se una a grupos: isso pode ser interpretado de formas distintas.
Deixe sempre em branco perguntas envolvendo política.
Cuidado na hora de recomendar artigos via qualquer sistema de rede social.
Não aconselhamos perguntar sobre vida pessoal de pessoas em redes sociais. Perguntas privadas podem gerar questionamentos.”
Agora foi a Reuters que lançou uma política para seus jornalistas usarem as mídias sociais. Estas foram:
“Queremos incentivar o uso de abordagens de mídia social em seu jornalismo, mas também precisamos ter certeza de que você está plenamente consciente dos riscos – especialmente aqueles que ameaçam o nosso suado reputação de independência e liberdade de viés ou nossa marca.
Os riscos, naturalmente, estão por toda parte – alguém pode dizer algo constrangedor, ou postar um chilrear de que outros poderiam torcer para denegrir Reuters:
O advento dos meios de comunicação social não mudar seu relacionamento com a empresa que o emprega – Não utilize meios de comunicação social para embaraçar ou denegrir Thomson Reuters. Marcas da nossa empresa são importantes, por isso, também, é sua marca pessoal. Pense com cuidado o que você faz reflete em cima de você como profissional e sobre nós como um empregador de profissionais.
A grande mensagem é que, enquanto meios de comunicação social é grande e útil para muitas coisas (embora nenhuma dessas coisas nunca são mencionados), é um campo minado de perigos potenciais e mesmo uma ameaça potencial para os negócios da empresa de mídia tradicional:
Estamos em um negócio competitivo e ao mesmo tempo o espírito de mídia social colaborativa é que precisamos tomar cuidado para não minar a base comercial de nossa companhia.”
Claro que houve outras, inclusive aqui no país teve algumas tentativas de controle de mídias sociais. Mas será que elas funcionam, será que uma empresa deveria restringir o uso das mídias sociais para os seus funcionários. Será que um perfil pessoal não deveria ser encarado como um perfil pessoal e não ter vínculo com a empresa? Outra questão é que será que esse posicionamento ajuda na imagem da empresa nas mídias sociais, levando em consideração que o público sabe destas restrinções dos seus jornalistas? São perguntas difíceis de se responder.
O mercado está mudando, o consumidor está mudando, querendo ou não os jornais terão que mudar. O diretor editorial do Grupo Estado, Ricardo Gandour alegou que: “Nosso conteúdo nunca foi tão lido, mas, ao mesmo tempo, nunca se pagou tão pouco pelo nosso conteúdo”. Os jornais terão que encontrar uma maneira de lucrar, mas todos sabemos que o faturamento dos jornais pela venda mal paga a distribuição do mesmo.
Mudanças acontecem, e geralmente que se beneficia com isso é o consumidor, ninguém se preocupou com as empresas de máquinas de escrever quando o computador se tornou popular. Elas tiveram que mudar os seus produtos ou estarem condenadas. As mídias Sociais mudaram muitas coisas, e ainda está para mudar, principalmente no ramo jornalístico, porém limitar os jornalistas no uso das mídias sociais só vai prejudicar mais a imagem da empresa. É uma época de inovação, logo os jornais tem que ser inovados também.






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