O Cidadão na Web, um novo mundo a explorar

Twitter e Facebook, ferramentas que mudaram a vida dos internautas brasileiros. O brasileiro gosta de participar destas ferramentas de Redes Sociais, já somos 12 milhões segundo estimativas recentes utilizando o micro blog. Ferramentas de Broadcast como Twitter, Facebook e Youtube deram um poder que até 11 anos atrás o internauta brasileiro não tinha, o poder de produzir conteúdo.

Somos muitos e 2009 foi o ano da expansão do Twitter no Brasil, um boom que impressionou a muitos especialistas, foram as celebridades da TV que descobriram o Twitter em terras tupiniquins, espalharam a idéia da rápida interação através da ferramenta que primeiramente tornou-se um local de entretenimento e depois foi tomando nova forma ao ser utilizado de forma profissional por designers, blogueiros e jornalistas. E quem não quer mandar aquele recado pra o seu artista favorito e quem sabe receber uma resposta ou então divulgar o seu mais recente texto no blog?

O Virtual como extensão do real, só existe por causa daquele que o utiliza. Numa sociedade onde a informação vale ouro, seus cidadãos têm direito não só ao acesso a ela como também através de ferramentas como o Twitter, o direito de produzi-la. E os indivíduos que fazem parte da sociedade e que produzem informação, são seus cidadãos? Os requisitos básicos para a cidadania são: morar na localização geográfica e obedecer às leis de um país e o cidadão do não-lugar que é a internet, como pode ser definido? Tem que estar na internet e saber como utilizá-la. O cidadão de um país precisa saber de seus direitos e deveres e na internet? O brasileiro que utiliza a internet ainda não tem um código de lei que legitime os nossos direitos e deveres, mas pode muito bem saber utilizar do bom senso e da sua responsabilidade para com a internet.

O cidadão da web é aquele que sabe usar a internet com responsabilidade e que entende o seu papel como produtor de conteúdo seja no Twitter, Facebook, Youtube ou Vimeo. É o usuário que divulga informações relevantes e que possam fazer com que aqueles que o seguem e lêem, aprendam e se engajem em causas como as sociais em doações de sangue, roupas, alimentos e também discuta a política e o consumo  consciente e responsável.

O objetivo desta coluna é trazer a você leitor, artigos que indiquem como pode ser a sua ação como conteudista, mas também usuário das ferramentas digitais de Redes Sociais. É uma tarefa que vamos construir aos poucos e vai abranger a todos, colocando no mapa aquele que está chegando agora para utilizá-las como os que nelas estão a muito tempo. O cidadão da web será construído numa discussão justa de nossa posição e ação neste não-lugar que tanto nos fascina.

Você está preparado pra essa viagem? Aperte os cintos, pois a cada mês refletiremos sobre assuntos pertinentes a nossa sociedade e nosso papel na rede.


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10 Responses to “O Cidadão na Web, um novo mundo a explorar”

  1. Bê Neviani says:

    Muito bem, Ana! Ótimo texto inaugural! Há muito o que se refletir e sinceramente às vezes esqueço da responsabilidade que é espalhar conteúdos. :)

    • É verdade, Bê. A necessidade de refletir sobre a responsabilidade de nossos conteúdos na web é gritante, recebemos um presente que precisamos cuidar, pensando no outro e no nosso papel para com ele(a). Grata pelo comentário. Volte Sempre.

    • Oi Pena, grata pela sua presença e comentário por aqui. O link que vc indicou me fez lembrar da colaboração que o Ministério da Cultura se não me engano, pediu para os internautas brasileiros participarem dando idéias ou reformulando artigos de uma “lei” pra internet no Brasil. Gostei de ver a ONU interessada na governança da Internet e ainda mais com o olhar dos direitos humanos. Vou refletir sobre isso no próximo artigo e dar um palpite sobre a polêmica da regulação da internet proposta pelo ex-senador Azeredo. Bjs

  2. Ana, gostei bastante do texto.

    O cidadão da web é o cidadão do mundo que, apesar de estar fisicamente em um lugar, virtualmente está em todos, ou em nenhum, como preferir.

    O poder deste cidadão tem se mostrado cada vez mais forte pela facilidade de ser um ‘cara pintada’, um manifestante on-line que pode protestar e reclamar seus direitos da comodidade de seu notebook.

    • Obrigada Giuliano pela presença aqui. Olha só eu concordo com vc, mas como disse no blog, não basta sentar e twittar, tem que sair às ruas, os caras pintadas foram exemplo vivo disso. O comodismo do brasileiro precisa ser superado, revolução de sofá tem que tomar as ruas.

  3. Perfeito texto, Ana!

    Você sempre tem as melhores observações e críticas para nos oferecer!!

    Parabéns!

    Continue sempre assim… precisamos!

    Beijos!

    ADOREI O BLOG!

    • Taty querida , prazer enorme ter você aqui. Suas palavras me motivam a lutar pelo que gosto e escrever tb sobre isso. Tomar consciência de nosso papel aqui é hiper importante e será o mote de nossos textos aqui. Vc é bem-vinda sempre pra comentar e enriquecer nossos pensamentos, juntos contruindo uma web e um mundo melhor. Bjs mil.

  4. O Virtual como extensão do real, só existe por causa daquele que o utiliza.
    Mas daí para regular a internet, fico mais com nosso modelo anarquista graças a Deus. Se regular, vai ter: aquele por fora, por baixo do tapete, Zé Dirceu e cia (independente de partidos) vão dar um jeito de ganhar mais dinheiro a nossas custas, sem fazer força, além de poder transformar a internet em mais uma forma de manobrar os cordeiros, etc etc etc. Vamos apostar no bom senso de cada tribo, respeitar as diferenças, valorizar o bem comum.
    Parabéns pela iniciativa Aninha. Aguardamos a continuidade.

  5. Olá Ana,

    Parabéns pelo artigo.
    Quem exerce a cidadania na vida real também o faz na internet e quem não a exerce na vida real também não a faz presente aqui. Ter ética e agir embasado em valores fazem parte da construção da identidade do ser humano e isto não dá para ser de um jeito num local e de outro em outro. O que nos faz crer que podem agir de forma diferente é que na vida real, muitas vezes, o acesso é restrito e isto nos induz pensar que certas coisas não acontecem. Já na internet tudo toma proporções imensas e em uma velocidade muito rápida dando a impressão de que aqui se pode tudo. Respeito e ética cabe em qualquer lugar tanto na vida real quanto na virtual.
    bjs

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