
A palavra
inovação sempre foi muito utilizada e considerada importante para a
sociedade. Porém hoje no meio da
comunicação digital, onde a
tecnologia representa em sua importância essa
inovação, a palavra ganhou mais força.
Porém não basta usar a palavra inovação que ela é automaticamente implantada no mercado. E também não é por novas tecnologias serem agentes de inovação, que toda empresa que usa essas tecnologias são empresas inovadoras.
Inovação nada mais é do que idéias, objetos e métodos que são desenvolvidos e não se assemelham aos padrões anteriores. A inovação é toda a aplicação em busca de um desenvolvimento que traz vantagens sobre o antigo conceito.
Quando se fala de inovação em comunicação logo se pensa em redes sociais, engano da empresa que acha que investir ou não em canais de redes sociais a torna uma empresa inovadora. O conceito de inovação vai bem mais além do que simplesmente modismo.
Abrindo um parêntese, para a implantação de um canal nas redes sociais, exige uma estrutura e uma gestão que não é simplesmente criar perfis, é preparar estes canais para satisfazerem seus consumidores assim que eles entrarem em contato.
Um exemplo clássico é sobre utilizar o famoso SAC 2.0, um canal de atendimento ao cliente somente por redes sociais, já que os consumidores não ligam para o 0800 porque não conseguem resolver nada. Mas qual o motivo de não resolverem? Simplesmente que o atendente não possui autonomia, então entra um processo burocrático sujeito a muitas falhas que acaba a demanda se perdendo em um atendimento ineficaz, se tirar o telefone da mão do atendente e colocar um computador conectado ao Twitter não fará diferença, o processo será o mesmo. O problema não é a ferramenta e sim o processo.
Theodore Levitt em ‘Miopia de Marketing’ alega que um setor entra em decadência não pelo desenvolvimento de outro setor, mas sim por não ter visão de mercado e não se atualizar, ou no caso não investir em suas metodologias. No caso do SAC convencional entrou em decadência, pois as empresas que atuam na área não investiram em metodologias para realmente satisfazerem as necessidades do cliente, gerando uma insatisfação em seus consumidores. Com o crescimento das redes sociais, os consumidores que se sentiam sufocados por essas insatisfações encontraram como modo de desabafo esses novos canais. Assim as empresas se atentaram para eles. Porém se elas focassem no atendimento ao cliente anteriormente não teria essa necessidade súbita.
Sendo assim concluímos que nada importa qual ferramenta a ser utilizada, o objetivo da empresa tem que ser o atendimento ao cliente. Porém agora o mercado já deu um passo para essas novas mídias e reverter isso é impossível. É o mesmo que dizermos que devemos utilizar toca fitas ao invés CDs, por mais que a tecnologia possa ser útil, porém para a sociedade uma empresa que vender áudio via fita magnética será considerada ultrapassada, a não ser que retorne com uma posição no mercado que a sociedade reconheça o processo de produção e comercialização inovador.
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Muito interessante o texto! Os consumidores estão migrando para o ambiente 2.0, no qual podem expor suas opiniões, criticar, dar dicas e se informar sobre produtos e marcas. Esse mercado deveria ser trabalhado por todas as organizações, pois atualmente é impossível evitar que a empresa não cai na rede e que seus públicos não comentem sobre seus serviços e produtos. Trabalho em uma empresa de pesquisa em mídias sociais e pós-venda, (www.multipos.com.br) e percebo a importância do atendimento desses consumidores, porém na maioria das vezes isso não ocorre.