Há algum tempo já se fala no PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) que seria o responsável pela “ressureição” da Telebrás. O que torna o PNBL ainda mais polêmico, em termos de mercado, é que o estado concorreria diretamente com empresas privadas na prestação de serviços de telecomunicações, o que as forçaria a melhorar o serviço a ponto de que houvesse uma qualidade que justifique o alto preço pago, bem como a alta carga tributária incidente, especialmente em se tratando de serviço de internet.

Baseado na minha experiência prática com este mercado, os serviços de telecomunicação no Brasil, assim como em qualquer lugar da América Latina constituem uma grande dor de cabeça aos usuários. Infelizmente, na Europa (países menores, porém densamente povoados) está o supra-sumo de todos os serviços de telecomunicações, não que sejam de fato menos problemáticos do que os brasileiros, mas em vista do que oferecem, são infinitamente mais avançados, e consequentemente mais baratos.

Um dos grandes problemas de países como o Brasil, é que a rede de telefonia fixa e a rede de telefonia celular são jogadas no mesmo intervalo de numeração, ou seja, nao se cria um código de área específico para cada “carrier”, forçando assim, uma salada de numeros de telefonia fixa e celular. Tomando a simples decisão de isolar as operadoras móveis em códigos de área inteiros facilitaria a geração de novos números. Porém, como o Brasil tem um grande número de municipalidades e os códigos de área são divididos por regiões específicas (RJ e ES = 2x, São Paulo = 1x, Paraná = 4x, Bahia = 7x onde x representa um numero de 1 a 10 assimilado para uma área específica), isso causaria um transtorno ao sistema, a não ser que houvessem códigos de área com três digitos, a exemplo do que ocorre nos EUA.

Dentro de mais alguns anos, acredito que não existirá ligações interurbanas dentro de um mesmo código de área, ou seja, poderemos ligar pra qualquer numero dentro do DDD em que estamos registrados sem pagar um centavo a mais por isso, dado que as teles estao enfrentando a grande concorrencia das telecomunicações via Internet (Skype, Vono…). Isso já acontece na Europa, e a nível internacional – uma vez que as teles européias atuam em mais de um país. (Caso da France Télécom [Orange], da Deutsche Telekom  [T-Mobile], Vodafone…)

Ainda assim, nosso serviço de internet banda larga ainda é meia boca. Mesmo as maiores prestadoras de serviço não oferecem o mesmo com a qualidade que se prontificam a fazer. Caso da Telefônica, da Oi/BrT, da NET – por exemplo. Em se falando de outras autorizadas (leia-se GVT) o serviço é no mínimo razoável, quando não dá pane. Entretanto, acredito que a empresa GVT esteja enfrentando problemas em sua rede, uma vez que apenas na minha residencia, fiquei sem conexão por três vezes neste mês. Ao menos, a empressa ressarciu o que eu paguei pela conexão, o que não passa de sua obrigação, uma vez que o compromisso de qualidade com o cliente não foi cumprido.

No serviço de internet 3G, ainda estamos engatinhando. Ainda há muito o que se desenvolver, uma vez que a rede 3G será o novo padrão para as telecomunicações de Voz e Dados. Provavelmente, a primeira empresa a conquistar uma qualidade decente nos novos serviços de convergência será a VIVO. Provavelmente. Estamos de olho.

Em termos de atendimento, o “prêmio” vai para a GVT, que não faz mais do que sua obrigação em atender de uma forma DECENTE. TIM e VIVO estão na média, uma vez que sempre que preciso, prefiro ir numa loja física a resolver pelo telefone, mas acabam resolvendo – especialmente no caso da VIVO, que nao dá problema. A Oi/BrT é o pior atendimento do Brasil, e as vezes nem indo em loja fisica eles resolvem.

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